Decantar ou Não Decantar? Eis a questão!

Quando é que se deve decantar um vinho? E durante quanto tempo? Qual o efeito?
Estas são as questões colocadas quando se pensa em decantar. Mas, não pense que estas questões são um tema consensual. Como com tantos outros assuntos relacionados com o mundo do vinho este é mais um tema que gera discussão entre os profissionais.

Deixamos aqui algumas dicas gerais, mas lembre-se que decantar um vinho não é uma ciência exata. Depende das características de cada vinho, depende de quando o vai consumir e depende das suas preferências pessoais. Os conselhos de como servir o vinho vão ser diferentes se, por exemplo, um vinho for bebido no momento em que é lançado no mercado e está jovem ou se for aberto passados 10 anos, no caso de se tratar de vinhos com potencial de guarda.

Se tiver dúvidas é sempre interessante experienciar o comportamento do vinho no copo durante uma refeição ou prova de vinhos. Vai poder perceber as nuances que o vinho adquire e muito provavelmente no final o vinho vai estar completamente diferente do que quando foi servido e muitas vezes bem mais interessante. Há de facto quem prefira apreciar a evolução do vinho no copo e perceber qual a fase de evolução da sua preferência.

Mas, seguem aqui umas dicas gerais, pois no que toca a decantar não há regras definidas.

Quando se decanta um vinho pretende-se essencialmente:
1. Arejar o vinho para abrir os seus aromas e sabores e garantir uma apreciação mais intensa;
2. Separar os sedimentos que se formaram com o tempo.

Na decantação de um vinho acontecem dois fenómenos: a evaporação e a oxidação. Na prática, estes fenómenos vão suavizar e arredondar o vinho tornando-o mais expressivo e aromático.

A grande maioria dos vinhos brancos e rosés não precisam de ser decantados pois os seus aromas são libertados rapidamente.

No caso dos vinhos tintos quase todos melhoram com a decantação. A oxigenação vai suavizar e libertar os seus aromas frutados. Tempos de decantação mais longos devem reservar-se para os vinhos tintos mais encorpados (60 minutos ou mais), 30 a 60 minutos para os vinhos tintos de corpo médio, e 20 a 30 minutos para os tintos mais leves.

Os vinhos velhos são sempre uma exceção pois são muito delicados e podem degradar-se rapidamente depois de abertos. O melhor é pedir uma recomendação ao produtor ou à sua garrafeira. Se não for possível aconselhamos a não arriscar descantar pois o vinho pode oxidar rapidamente e os seus aromas desvanecerem-se. Prove primeiro e verifique se está equilibrado. Se perceber que precisa de ser decantado, faça-o por não mais do que 30 minutos e volte a provar. E, claro pode sempre optar por apreciar o desenvolvimento que vai mostrar no copo.

No caso de ter sedimentos e, por esse motivo, precisar de ser decantado faça-o com muito cuidado e muito lentamente (ver dicas mais abaixo) e prove de seguida para perceber se necessita de mais tempo no decanter ou se deve ser logo servido para que os aromas não se percam.

Quanto aos vinhos espumantes são raríssimos os casos em que há necessidade de decantação. Nesses casos existe um decanter específico para este tipo de vinho. São em formato de ânfora para que haja menos superfície e a bolha seja preservada.

Retirar os sedimentos através da decantação
Há medida que os vinhos envelhecem podem formar-se sedimentos que não fazem mal à saúde, mas se ingeridos podem transmitir um sabor amargo e a experiência de prova pode não ser tão agradável. A decantação é o meio mais fácil para separar o vinho dos sedimentos.

Para que a separação seja bem efetuada garanta que a garrafa fica na posição vertical pelo menos durante 24 horas para que os sedimentos se acumulem no fundo da garrafa. Quando for decantar, não se esqueça de manusear a garrafa com cuidado para que se mantenham concentrados no fundo. Retire cuidadosamente a rolha utilizando um saca-rolhas de pinças se perceber que a rolha não se encontra em bom estado. Limpe o gargalo e deite o vinho no decanter muito lentamente e continuamente sem parar. Quando os sedimentos se começam a aproximar do gargalo verta ainda mais devagar. Assim que chegarem ao gargalo pare de verter e deite fora o residual que fica dentro da garrafa. Muitas vezes a visualização dos sedimentos não é tão fácil como parece. Pode acontecer pensar que o vinho está límpido e de seguida perceber que já apresenta uma cor um pouco turva. Um dos truques que se costuma utilizar é colocar um ponto de luz (uma lanterna ou uma vela) por baixo do gargalo da garrafa. Vai ver que esta dica facilita muito a visualização dos sedimentos.

E agora desfrute e faça as suas experiências de decantação. Por que não abrir uma garrafa decantar metade e servir a outra sem ser decantada? Esta é uma ótima forma de obter duas diferentes experiências com o mesmo vinho e de perceber como é que a decantação o vai melhorar. 

Vai ver que, há medida que vai decantando e “não decantando”, cada vinho é um vinho. Podemos guiar-nos por princípios lógicos, mas é impossível formular regras. E é exatamente isso que nos apaixona! Decantar ou Não Decantar é realmente uma (boa) questão!

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